O cansaço
A sensação de cansaço
extremo é muito frequente durante o primeiro trimestre de gravidez. Está
associada principalmente ao aumento de progesterona, uma hormona que tem um
efeito sedativo. No segundo trimestre o cansaço atenua-se para voltar em força
no terceiro trimestre devido ao peso do bebé e do útero.
Cuide de si e descanse o máximo possível: durma bastante por noite (no mínimo 8 horas) e faça pequenas sestas sempre que possível.
Cuide de si e descanse o máximo possível: durma bastante por noite (no mínimo 8 horas) e faça pequenas sestas sempre que possível.
Os enjoos
Quase 50%
das mulheres têm enjoos durante a gravidez. Surgem habitualmente
algumas semanas após a fecundação e duram até ao final do primeiro
trimestre. Em casos mais raros podem manter-se durante mais tempo ou
até ao momento do parto. Os enjoos são geralmente intensos de manhã e
atenuam-se com o decorrer do dia.
Os enjoos durante a gravidez estão associados ao aumento de determinadas hormonas no sangue, em particular os estrogénios e a gonadotrofina coriônica ou HCG, igualmente denominada por “hormona da gravidez”. Os enjoos podem ser acompanhados por vómitos e são com frequência muito incómodos para as futuras mães. Se tiver enjoos, fale com o seu médico: ele irá indicar quais os medicamentos para a aliviar. Também pode igualmente recorrer à acupuntura e à homeopatia.
Em paralelo, alguns hábitos podem ajudar a diminuir os enjoos:
- Coma uma a duas bolachas mal se
levantar de manhã.
- Não hesite em comer algo salgado ao
pequeno-almoço se lhe apetecer.
- Fuja dos cheiros e dos sabores
fortes.
- Coma pouco de cada vez mas muitas vezes durante o dia. Com efeito, absorver pequenas quantidades de
cada vez evita o dilatar do estômago, logo não irá fazer pressão nos
órgãos vizinhos, o que permite evitar os enjoos. Preveja um pequeno lanche
a cada três horas ao invés de três grandes refeições durante o dia.
- Escolha apenas alimentos que lhe apeteça.
- Coma alimentos ricos em hidratos de carbono
a cada refeição (arroz, massas, pão, cereais), preparados da
forma mais simples possível.
- Beba água gaseificada,
principalmente de manhã quando se levantar.
- Evite o stress, que favorece
os problemas.
- Junte gengibre fresco aos seus
pratos ou coma pedaços de gengibre cristalizado: o efeito antináuseas é
reconhecido.
- Descanse o máximo possível: o cansaço aumenta os enjoos.
Se os enjoos forem acompanhados diariamente por vómitos e constatar que perdeu peso (mais de 3 kg), consulte o seu ginecologista: ele irá verificar se os problemas são causados pela tiróide e se não provocam a desidratação.
As dores
ligamentares
Desde
o início da gravidez pode sentir um desconforto pronunciado numa ou
noutra zona do útero: embora benignas, estas dores estão associadas ao
estiramento dos ligamentos que suportam o útero e devem prolongar-se enquanto o
útero aumenta.
Mais tarde, a presença hormonal nos ligamentos da bacia pode conduzir a sensações de tensão mais ou menos fortes nas pernas, nas virilhas, na púbis ou na parte lateral da barriga. Estas dores manifestam-se essencialmente durante a mudança de posição ou quando está de pé, o que por vezes torna o caminhar difícil. As dores aumentam com o decurso da gravidez e são mais fortes se já teve um ou mais partos antes. Para a aliviar, descanse e limite ao máximo o tempo passado de pé. Paralelamente pode recorrer à acupuntura ou à homeopatia.
Mais tarde, a presença hormonal nos ligamentos da bacia pode conduzir a sensações de tensão mais ou menos fortes nas pernas, nas virilhas, na púbis ou na parte lateral da barriga. Estas dores manifestam-se essencialmente durante a mudança de posição ou quando está de pé, o que por vezes torna o caminhar difícil. As dores aumentam com o decurso da gravidez e são mais fortes se já teve um ou mais partos antes. Para a aliviar, descanse e limite ao máximo o tempo passado de pé. Paralelamente pode recorrer à acupuntura ou à homeopatia.
As estrias
Durante
a gravidez, as estrias podem-se formar devido ao efeito
conjugado do estiramento rápido da pele com as alterações hormonais. Atingem
principalmente a barriga, os seios, as nádegas, as ancas e as coxas. Para
minimizar o risco de aparecerem, controle o aumento de peso e
aplique desde o primeiro mês um cuidado anti-estrias específico para a
gravidez: quanto mais cedo começar a prevenir de forma regular, melhor
será o resultado. Esteja particularmente atenta se as mulheres da sua família
(mãe, irmãs) tiverem tido estrias durante a gravidez.
A
gravidez é muitas vezes acompanhada por um abrandamento do trânsito
intestinal. Numa primeira fase, a obstipação está associada às
alterações hormonais que induzem a uma preguiça digestiva. Depois, ao longo da
gravidez, o útero começa a pesar cada vez mais sobre os intestinos, abrandando
a atividade dos mesmos. Por outro lado, os suplementos de ferro recomendados
durante a gravidez podem conduzir a fortes obstipações. O regresso a um
trânsito intestinal normal leva entre 2 a 3 meses após o nascimento do bebé.
Desagradável por si só, a obstipação favorece o aparecimento de hemorróidas: por isso é imperativo estimular o trânsito intestinal. Para tal, inicie o dia com um copo de sumo de laranja natural, beba muita água, coma ameixas e siga um regime alimentar rico em fibras (fruta, legumes, cereais integrais…). Pratique diariamente uma atividade física suave (caminhadas, natação). Por fim, vá de imediato à casa de banho sem esperar assim que tiver vontade. Se os sintomas persistirem ou aparecerem hemorróidas, fale com o seu médico, numa próxima consulta de rotina.
Desagradável por si só, a obstipação favorece o aparecimento de hemorróidas: por isso é imperativo estimular o trânsito intestinal. Para tal, inicie o dia com um copo de sumo de laranja natural, beba muita água, coma ameixas e siga um regime alimentar rico em fibras (fruta, legumes, cereais integrais…). Pratique diariamente uma atividade física suave (caminhadas, natação). Por fim, vá de imediato à casa de banho sem esperar assim que tiver vontade. Se os sintomas persistirem ou aparecerem hemorróidas, fale com o seu médico, numa próxima consulta de rotina.
A pele seca e a
comichão
Sob o
efeito das alterações hormonais, a epiderme tem tendência a desidratar
e a ficar seca durante a gravidez. Para além de que as alterações da
circulação sanguínea e os estiramentos a que a pele está submetida conduzem por
vezes a irritações e a comichão, especialmente na barriga.
Para aliviar estes incómodos, utilize na higiene um produto suave e sem sabão, evite as esfoliações e aplique de manhã e à noite em todo o corpo um cuidado hidratante específico e enriquecido.
Se a comichão surgir noutra zona do corpo ou se se estender a todo o corpo, fale com o seu médico: ele poderá aferir se se trata de um problema hepático.
Para aliviar estes incómodos, utilize na higiene um produto suave e sem sabão, evite as esfoliações e aplique de manhã e à noite em todo o corpo um cuidado hidratante específico e enriquecido.
Se a comichão surgir noutra zona do corpo ou se se estender a todo o corpo, fale com o seu médico: ele poderá aferir se se trata de um problema hepático.
O pano da gravidez
Durante
a gravidez, algumas mulheres vêm aparecer manchas castanhas na testa,
nas bochechas e por cima do lábio superior: é o «pano da gravidez» ou
cloasma, uma hiperpigmentação associada à alteração hormonal da gravidez. As
morenas são especialmente afetadas por esta situação.
Para evitar o seu aparecimento, a única precaução possível a ter é evitar a exposição solar ou aplicar um protetor solar de índice muito elevado. Se mesmo assim o pano da gravidez surgir, saiba que normalmente acaba por se atenuar alguns meses após o parto. Caso tal não suceda, consulte um dermatologista: ele irá indicar qual o tratamento eficaz para eliminar as manchas.
Para evitar o seu aparecimento, a única precaução possível a ter é evitar a exposição solar ou aplicar um protetor solar de índice muito elevado. Se mesmo assim o pano da gravidez surgir, saiba que normalmente acaba por se atenuar alguns meses após o parto. Caso tal não suceda, consulte um dermatologista: ele irá indicar qual o tratamento eficaz para eliminar as manchas.
O ardor no
estômago
Por vezes presente desde o
início da gravidez, o ardor no estômago e o refluxo gástrico são frequentes
durante o último trimestre. São particularmente intensos após as refeições,
quando está deitada ou quando se inclina para a frente. As hormonas são uma vez
mais a causa: reduzem a atividade gástrica tornando a digestão dos alimentos
mais demorada. No final da gravidez, a pressão mecânica do útero sobre o
estômago também não facilita. Os sucos gástricos surgem assim ao nível da
garganta provocando a sensação desagradável de ardor.
Alguns gestos podem limitar este mal-estar:
- À noite, jante cedo para que a digestão já
esteja bastante adiantada no momento de se deitar.
- Elimine os alimentos ácidos
(pimentos, vinagre, limão, etc.) ou muito gordurosos (queijos, molhos,
fritos, etc.), os alimentos condimentados e o café.
- Ingira hidratos de carbono em todas as refeições para
“encher” o estômago.
- À noite, assuma uma posição semissentada para limitar o
refluxo.
- Por fim, se o ardor se tornar muito incomodativo, fale com o seu
médico: ele irá indicar o medicamento adequado.
As perturbações do
sono
Durante a gravidez, a
necessidade de dormir é maior, mas tal não implica que seja simples dormir bem.
No final da gravidez, o volume do útero e os movimentos do bebé dificultam o dormir
tornando o sono mais leve e menos reparador com frequentes insónias.
Algumas dicas podem ajudar a combater as insónias:
- Faça uma refeição ligeira à noite.
- Pratique uma atividade física: o exercício cansa o corpo e liberta endorfinas
que contribuem para o bem-estar.
- Tome um banho quente e beba um chá de tília, de flor de
laranjeira ou de camomila antes de se deitar.
- Não lute contra o sono: deite-se de imediato ao
primeiro sinal de cansaço, após as refeições. A digestão facilita o
adormecer.
- Aproveite os fins de semana para dormir uma sesta de manhã
ou à tarde.
- Dedique um pouco de tempo a relaxar antes de se deitar:
respire profundamente sem pensar em nada, oiça uma música suave…
- Verifique que não tem nenhuma carência em magnésio: tal fato
pode implicar o aparecimento de cãibras e formigueiro nas pernas
perturbando o sono.
- Finalmente, se as insónias persistirem, aceite naturalmente o
tempo que está acordada: o organismo prepara-se para as noites com
interrupções que vai ter com o bebé! Acenda uma luz suave, leia um bom
livro e espere pelo sono. Em contrapartida evite ver televisão: a
televisão estimula as funções cerebrais o que a pode impedir de adormecer.
Os problemas
circulatórios
A gravidez é muitas vezes
acompanhada por problemas circulatórios que podem tornar-se desconfortáveis: dores
nas pernas, inchaço das mãos e dos pés, varizes… estas sensações
desagradáveis são mais intensas no verão devido ao calor e no final da gravidez
devido ao aumento de peso.
Algumas regras simples geralmente podem atenuar estes desconfortos:
- Evitar as fontes de calor.
- Não ficar de pé sem se movimentar
durante muito tempo.
- Não cruze as pernas quando estiver sentada,
para não cortar a circulação.
- Eleve os pés quando estiver deitada pelo
menos 15 cm.
- Passe as pernas por água fria regularmente.
- Aplique um cuidado específico para aliviar o cansaço das pernas.
Se os problemas circulatórios
persistirem ou agravarem, consulte o seu médico: ele irá indicar que tipo de
meia elástica ou medicamentos são os mais adaptados ao seu caso.
As dores nas costas
No último trimestre, a barriga
fica muito pesada e volumosa. Obriga-a a assumir uma curvatura muito
pronunciada para manter o equilíbrio sendo que esta posição maltrata as
vértebras lombares. De seguida algumas dicas para aliviar as dores nas
costas:
- Esteja direita o máximo possível.
- Use calçado sem salto.
- Evite os esforços físicos.
- Aprenda a posicionar a bacia para a frente de modo a que o
peso do bebé esteja na direção da coluna e assim diminuir a curvatura.
- Quando precisar de apanhar algo do chão (ou pegar numa criança), baixe-se
de cócoras ao invés de se inclinar.
- Por fim, de noite, opte por um colchão firme e coloque uma
pequena almofada nas costas.
Os problemas dentários
Os
dentes e as gengivas estão fragilizados pelas modificações hormonais
durante a gravidez: inflamação das gengivas e cáries são muito frequentes. Logo
no início da gravidez, consulte o seu dentista: uma
destartarização e um controlo minucioso dos dentes permitem visitar problemas
futuros. No seguimento, durante toda a gravidez, esteja particularmente atenta
à higiene oral.
Fonte: Mustela
Nenhum comentário:
Postar um comentário