Curiosidades

quarta-feira, 14 de maio de 2014

12 Contratempos que podem ou não aparecer na gravidez e o que fazer para evitá-los

Os nove meses de gravidez são sinónimos de intensas alterações em todo o corpo. Embora seja maravilhoso sentir o bebé a crescer, este período é também acompanhado por diversos contratempos mais ou menos desagradáveis… Não irá passar por todos eles, e a intensidade varia de mulher para mulher: se forem suaves, aproveite bem a sorte que tem sem se preocupar. Caso não seja esse o caso, algumas precauções são suficientes para melhorar o seu conforto: descubra as nossas dicas para o aliviar!

O cansaço

A sensação de cansaço extremo é muito frequente durante o primeiro trimestre de gravidez. Está associada principalmente ao aumento de progesterona, uma hormona que tem um efeito sedativo. No segundo trimestre o cansaço atenua-se para voltar em força no terceiro trimestre devido ao peso do bebé e do útero.
Cuide de si e descanse o máximo possível: durma bastante por noite (no mínimo 8 horas) e faça pequenas sestas sempre que possível.

Os enjoos


Quase 50% das mulheres têm enjoos durante a gravidez. Surgem habitualmente algumas semanas após a fecundação e duram até ao final do primeiro trimestre. Em casos mais raros podem manter-se durante mais tempo ou até ao momento do parto. Os enjoos são geralmente intensos de manhã e atenuam-se com o decorrer do dia.


Os enjoos durante a gravidez estão associados ao aumento de determinadas hormonas no sangue, em particular os estrogénios e a gonadotrofina coriônica ou HCG, igualmente denominada por “hormona da gravidez”. Os enjoos podem ser acompanhados por vómitos e são com frequência muito incómodos para as futuras mães. Se tiver enjoos, fale com o seu médico: ele irá indicar quais os medicamentos para a aliviar. Também pode igualmente recorrer à acupuntura e à homeopatia.
Em paralelo, alguns hábitos podem ajudar a diminuir os enjoos:
  • Coma uma a duas bolachas mal se levantar de manhã.
  • Não hesite em comer algo salgado ao pequeno-almoço se lhe apetecer.
  • Fuja dos cheiros e dos sabores fortes.
  • Coma pouco de cada vez mas muitas vezes durante o dia. Com efeito, absorver pequenas quantidades de cada vez evita o dilatar do estômago, logo não irá fazer pressão nos órgãos vizinhos, o que permite evitar os enjoos. Preveja um pequeno lanche a cada três horas ao invés de três grandes refeições durante o dia.
  • Escolha apenas alimentos que lhe apeteça.
  • Coma alimentos ricos em hidratos de carbono a cada refeição (arroz, massas, pão, cereais), preparados da forma mais simples possível.
  • Beba água gaseificada, principalmente de manhã quando se levantar.
  • Evite o stress, que favorece os problemas.
  • Junte gengibre fresco aos seus pratos ou coma pedaços de gengibre cristalizado: o efeito antináuseas é reconhecido.
  • Descanse o máximo possível: o cansaço aumenta os enjoos.


Se os enjoos forem acompanhados diariamente por vómitos e constatar que perdeu peso (mais de 3 kg), consulte o seu ginecologista: ele irá verificar se os problemas são causados pela tiróide e se não provocam a desidratação.

As dores ligamentares


Desde o início da gravidez pode sentir um desconforto pronunciado numa ou noutra zona do útero: embora benignas, estas dores estão associadas ao estiramento dos ligamentos que suportam o útero e devem prolongar-se enquanto o útero aumenta.
Mais tarde, a presença hormonal nos ligamentos da bacia pode conduzir a sensações de tensão mais ou menos fortes nas pernas, nas virilhas, na púbis ou na parte lateral da barriga. Estas dores manifestam-se essencialmente durante a mudança de posição ou quando está de pé, o que por vezes torna o caminhar difícil. As dores aumentam com o decurso da gravidez e são mais fortes se já teve um ou mais partos antes. Para a aliviar, descanse e limite ao máximo o tempo passado de pé. Paralelamente pode recorrer à acupuntura ou à homeopatia.

As estrias


Durante a gravidez, as estrias podem-se formar devido ao efeito conjugado do estiramento rápido da pele com as alterações hormonais. Atingem principalmente a barriga, os seios, as nádegas, as ancas e as coxas. Para minimizar o risco de aparecerem, controle o aumento de peso e aplique desde o primeiro mês um cuidado anti-estrias específico para a gravidez: quanto mais cedo começar a prevenir de forma regular, melhor será o resultado. Esteja particularmente atenta se as mulheres da sua família (mãe, irmãs) tiverem tido estrias durante a gravidez.

 
A obstipação

A gravidez é muitas vezes acompanhada por um abrandamento do trânsito intestinal. Numa primeira fase, a obstipação está associada às alterações hormonais que induzem a uma preguiça digestiva. Depois, ao longo da gravidez, o útero começa a pesar cada vez mais sobre os intestinos, abrandando a atividade dos mesmos. Por outro lado, os suplementos de ferro recomendados durante a gravidez podem conduzir a fortes obstipações. O regresso a um trânsito intestinal normal leva entre 2 a 3 meses após o nascimento do bebé.
Desagradável por si só, a obstipação favorece o aparecimento de hemorróidas: por isso é imperativo estimular o trânsito intestinal. Para tal, inicie o dia com um copo de sumo de laranja natural, beba muita água, coma ameixas e siga um regime alimentar rico em fibras (fruta, legumes, cereais integrais…). Pratique diariamente uma atividade física suave (caminhadas, natação). Por fim, vá de imediato à casa de banho sem esperar assim que tiver vontade. Se os sintomas persistirem ou aparecerem hemorróidas, fale com o seu médico, numa próxima consulta de rotina.

A pele seca e a comichão


Sob o efeito das alterações hormonais, a epiderme tem tendência a desidratar e a ficar seca durante a gravidez. Para além de que as alterações da circulação sanguínea e os estiramentos a que a pele está submetida conduzem por vezes a irritações e a comichão, especialmente na barriga.
Para aliviar estes incómodos, utilize na higiene um produto suave e sem sabão, evite as esfoliações e aplique de manhã e à noite em todo o corpo um cuidado hidratante específico e enriquecido.
Se a comichão surgir noutra zona do corpo ou se se estender a todo o corpo, fale com o seu médico: ele poderá aferir se se trata de um problema hepático.

O pano da gravidez


Durante a gravidez, algumas mulheres vêm aparecer manchas castanhas na testa, nas bochechas e por cima do lábio superior: é o «pano da gravidez» ou cloasma, uma hiperpigmentação associada à alteração hormonal da gravidez. As morenas são especialmente afetadas por esta situação.
Para evitar o seu aparecimento, a única precaução possível a ter é evitar a exposição solar ou aplicar um protetor solar de índice muito elevado. Se mesmo assim o pano da gravidez surgir, saiba que normalmente acaba por se atenuar alguns meses após o parto. Caso tal não suceda, consulte um dermatologista: ele irá indicar qual o tratamento eficaz para eliminar as manchas.

O ardor no estômago

Por vezes presente desde o início da gravidez, o ardor no estômago e o refluxo gástrico são frequentes durante o último trimestre. São particularmente intensos após as refeições, quando está deitada ou quando se inclina para a frente. As hormonas são uma vez mais a causa: reduzem a atividade gástrica tornando a digestão dos alimentos mais demorada. No final da gravidez, a pressão mecânica do útero sobre o estômago também não facilita. Os sucos gástricos surgem assim ao nível da garganta provocando a sensação desagradável de ardor.

Alguns gestos podem limitar este mal-estar:

  • À noite, jante cedo para que a digestão já esteja bastante adiantada no momento de se deitar.
  • Elimine os alimentos ácidos (pimentos, vinagre, limão, etc.) ou muito gordurosos (queijos, molhos, fritos, etc.), os alimentos condimentados e o café.
  • Ingira hidratos de carbono em todas as refeições para “encher” o estômago.
  • À noite, assuma uma posição semissentada para limitar o refluxo.
  • Por fim, se o ardor se tornar muito incomodativo, fale com o seu médico: ele irá indicar o medicamento adequado.

As perturbações do sono

Durante a gravidez, a necessidade de dormir é maior, mas tal não implica que seja simples dormir bem. No final da gravidez, o volume do útero e os movimentos do bebé dificultam o dormir tornando o sono mais leve e menos reparador com frequentes insónias. Algumas dicas podem ajudar a combater as insónias:
  • Faça uma refeição ligeira à noite.
  • Pratique uma atividade física: o exercício cansa o corpo e liberta endorfinas que contribuem para o bem-estar.
  • Tome um banho quente e beba um chá de tília, de flor de laranjeira ou de camomila antes de se deitar.
  • Não lute contra o sono: deite-se de imediato ao primeiro sinal de cansaço, após as refeições. A digestão facilita o adormecer.
  • Aproveite os fins de semana para dormir uma sesta de manhã ou à tarde.
  • Dedique um pouco de tempo a relaxar antes de se deitar: respire profundamente sem pensar em nada, oiça uma música suave…
  • Verifique que não tem nenhuma carência em magnésio: tal fato pode implicar o aparecimento de cãibras e formigueiro nas pernas perturbando o sono.
  • Finalmente, se as insónias persistirem, aceite naturalmente o tempo que está acordada: o organismo prepara-se para as noites com interrupções que vai ter com o bebé! Acenda uma luz suave, leia um bom livro e espere pelo sono. Em contrapartida evite ver televisão: a televisão estimula as funções cerebrais o que a pode impedir de adormecer.

Os problemas circulatórios

A gravidez é muitas vezes acompanhada por problemas circulatórios que podem tornar-se desconfortáveis: dores nas pernas, inchaço das mãos e dos pés, varizes… estas sensações desagradáveis são mais intensas no verão devido ao calor e no final da gravidez devido ao aumento de peso.

Algumas regras simples geralmente podem atenuar estes desconfortos:

  • Evitar as fontes de calor.
  • Não ficar de pé sem se movimentar durante muito tempo.
  • Não cruze as pernas quando estiver sentada, para não cortar a circulação.
  • Eleve os pés quando estiver deitada pelo menos 15 cm.
  • Passe as pernas por água fria regularmente.
  • Aplique um cuidado específico para aliviar o cansaço das pernas.
Se os problemas circulatórios persistirem ou agravarem, consulte o seu médico: ele irá indicar que tipo de meia elástica ou medicamentos são os mais adaptados ao seu caso.

As dores nas costas

No último trimestre, a barriga fica muito pesada e volumosa. Obriga-a a assumir uma curvatura muito pronunciada para manter o equilíbrio sendo que esta posição maltrata as vértebras lombares. De seguida algumas dicas para aliviar as dores nas costas:
  • Esteja direita o máximo possível.
  • Use calçado sem salto.
  • Evite os esforços físicos.
  • Aprenda a posicionar a bacia para a frente de modo a que o peso do bebé esteja na direção da coluna e assim diminuir a curvatura.
  • Quando precisar de apanhar algo do chão (ou pegar numa criança), baixe-se de cócoras ao invés de se inclinar.
  • Por fim, de noite, opte por um colchão firme e coloque uma pequena almofada nas costas.
 Se as dores persistirem, não hesite em consultar um fisioterapeuta ou um osteopata.

Os problemas dentários


Os dentes e as gengivas estão fragilizados pelas modificações hormonais durante a gravidez: inflamação das gengivas e cáries são muito frequentes. Logo no início da gravidez, consulte o seu dentista: uma destartarização e um controlo minucioso dos dentes permitem visitar problemas futuros. No seguimento, durante toda a gravidez, esteja particularmente atenta à higiene oral.

Fonte: Mustela

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